Portugal: Crise no Ensino Especial

abril 01, 2009

"A Fenprof diz que o actual concurso de professores só abriu 830 vagas para docentes do ensino especial, o que deixará de fora milhares de docentes com formação nesta área, e reitera críticas ao Governo pela adopção de uma nova forma de classificação dos estudantes com necessidades específicas.
Em conferência de imprensa, o líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), voltou a criticar o Ministério da Educação por ter decidido passar a identificar os estudantes com necessidades especiais através da Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), um sistema de classificação da Organização Mundial de Saúde (OMS) que descreve, avalia e mede a saúde e o nível de incapacidade de uma pessoa.
Com a adopção deste sistema, «milhares» de crianças deixaram de ter acompanhamento especial nas escolas, o que está a afectar também os professores, sublinha a Fenprof.
Segundo Mário Nogueira, a Sociedade Portuguesa de Pedopsiquiatria refere que as escolas portuguesas têm uma taxa de prevalência de necessidade educativa especial (NEE) na ordem dos 10 a 11 por cento.
No entanto, e ainda de acordo com Mário Nogueira, que referiu dados do Ministério da Educação (ME), esse valor caiu no ano lectivo de 2007/2008 para os 3,9 por cento, um «valor muito longe dos 10 ou dos 11 por cento».
«O que quer dizer que milhares de alunos com necessidades educativas especiais não têm atendimento, não têm acompanhamento, não têm medidas de educação especial que lhes sejam também aplicadas e não têm professores de educação especial que com eles trabalhem», criticou.
«É evidente que o que está por detrás disto é poupar, poupar onde não se pode poupar e onde tem de haver investimento», sublinhou.
De acordo com os dados apresentados hoje pela Fenprof, com base em dados do ME, dos 5.557 docentes em funções de educação especial, o concurso de 2006/2009 contemplou 2.155, deixando, por isso, de fora 3.402.
Com as actuais 830 vagas para professores do ensino especial que o ME pôs a concurso para 2009/2013, tendo por base os anteriores 3.402, ficarão de foram 2.572 professores, destacou a federação sindical.
O Ministério da Educação já negou por diversas vezes que a adopação da CIF tenha excluído alunos com necessidades educativas específicas do ensino especial, garantindo que todos os estudantes com esse tipo de necessidades estão sinalizados.
O Governo sustenta ainda que os estudos que apontam para entre os oito e 12 por cento de alunos com dificuldades de aprendizagem não têm relação com a realidade e destaca que a adopção da CIF faz parte de recomendações internacionais.
Entretanto, no início deste ano o ME anunciou que vai avaliar a aplicação da CIF e que os resultados preliminares serão conhecidos dentro de seis meses.
Nessa altura, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, recordou os problemas «gravíssimos» que existiam na sinalização das crianças e jovens com necessidades educativas especiais, afirmando ainda que não o «preocupa» o facto de a aplicação da CIF ter reduzido o número de crianças com apoio.
«Partir do pressuposto de que quantas mais crianças forem apoiadas melhor é errado. Tínhamos freguesias inteiras em que todas as crianças de etnia cigana estavam sinalizadas. Isso não é uma resposta adequada», afirmou Valter Lemos, rejeitando as críticas de que esta reforma foi puramente economicista.
O Ministério da Educação quer ter até 2013 todas as crianças com necessidades educativas especiais nas escolas de ensino regular, ao mesmo tempo que as escolas de ensino especial estão a ser transformadas em centros de recursos para a inclusão." (DESTAK - Destak/Lusa | destak@destak.pt)

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Autism Awareness Month


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Paralisia Cerebral | Bautista | Powerpoint

março 31, 2009


Powerpoint (aut: Margarida Azevedo)a partir de: Mulloz, J. L. G.; Blasco, G. M.G. & Suárez, M. J. R. (1997). DEFICIENTES MOTORES II: PARALISIA CEREBRAL. In Rafael Bautista, Necessidades Educativas Especiais, (p. 249-270). Lisboa: Dinalivro.

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Da segregação à inclusão?

PPT - 1 - Enquadramento teórico: "O propalar que "somos todos diferentes" e todos "temos direito a essa diferença" pode de facto ser uma nova forma de não respeitar as necessidades individuais de todos e cada um de nós... Talvez seja esta a altura de se passar da ideia de que "todos devem ter as mesmas oportunidades" para a noção de que "todos deveriam ter oportunidades diferentes" para desenvolver as suas potencialidades e satisfazer as suas necessidades" (Oliveira, 1999).

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I Congresso Internacional - "Ser Professor de Educação Especial"

março 30, 2009


SER PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
27, 28 e 29 Novembro de 2009 – Lisboa

Programa Provisório >>

Preços e Inscrição >>

Inscrição de Trabalho >>


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Art and Music Therapy for Special Needs



Art and Music Therapy for Special Needs Children and Adults Visit ArtsForHealing.org for More! (nd5000

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Comunidade online: - Disaboom

março 29, 2009


"The online disability community you’ve been looking for: Disaboom!

For people with disabilities, Disaboom's lifestyle articles, blogs, forums, and health information provide shared knowledge about SCI, cerebral palsy, fibromyalgia, multiple sclerosis, and other disabilities. Whether you’re an amputee, caregiver, disabled veteran, or interested in exploring adaptive sports, accessible travel, or any other disability-related topic, welcome!" (http://www.disaboom.com/)

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"A world for Inclusion: Ensuring Education for All through the UN Disability Convention"

agosto 17, 2008

Imagem: ©UNESCO 1995-2007

"Just published – The DVD "A world for Inclusion: Ensuring Education for All through the UN Disability Convention"

15-08-2008 - This 20-minute DVD concerns the 2006 UN Convention on the Rights of Persons with Disabilities, in particular article 24 on education. Using footage from schools in Kenya, Finland and Turkey, it addresses the situation of children with disabilities worldwide and the importance of getting them into school. It also contains interviews and commentary from key stakeholders and experts and some 50 educational resources such as toolkits and policy guidelines.

The aim of this DVD is to raise awareness about this new Convention, which entered into force in April 2008, and encourage its implementation.

There are over 650 million persons with disabilities in the world. Between 30 and 40% of the world’s over 72 million out-of-school children are disabled, according to the 2008 EFA Global Monitoring Report. Most of these children live in developing countries. This poses a significant challenge to realizing the right to education, which is central to ensuring all other human rights.

The DVD has been developed and produced by UNESCO and its Education for All Flagship on the Right to Education for Persons with Disabilities. The film is subtitled in Arabic, Chinese, English, French, Spanish and Russian. Complimentary copies can be requested from Knowledge Management Services, Education Sector, UNESCO, 7 place de Fontenoy, 75352 Paris 07 SP, France or by e-mail to edknowledge@unesco.org

Contact: k.eklindh@unesco.org edknowledge@unesco.org

Related links

Fonte: © UNESCO (disponível online em 17 de Agosto de 2008)

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"A Convenção das Nações Unidas sobre os direitos das pessoas com deficiência impõe a implementação da educação inclusiva"

julho 23, 2008

"Texto do Inclusion Internationalsobre a necessidade de inclusão de crianças com deficiência na escola regular

Em todo o mundo prossegue a batalha entre aqueles que acham que crianças e jovens com deficiências só podem aprender em ambientes segregados, com proteção não só ambiental mas de parte de instituições criadas para dar-lhes segurança, e a visão mais moderna, para a qual caminham todas as sociedades humanas em qualquer sítio do mundo, que prega a necessidade de crianças serem criadas juntas, estudarem juntas, tenham ou não deficiências.

Com certeza argumentos pró e contra a chamada inclusão de alunos deficientes prosseguirá durante muito tempo mas uma coisa é meridianamente clara: as crianças ditas normais desenvolvem um sentimento grande de fraternidade, uma compreensão bem cedo do que seja ter de conviver com limitações graves na própria vida, e isso contribuirá, com certeza, para sua formação ética como cidadãs que são, desempenhando atividades comunitárias significativas para o bem de todos.

A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências foi bastante explícita ao exigir serviços educacionais de qualidade e, para maior divulgação desse fato, citamos abaixo:

“Os Estados Participantes darão às pessoas com deficiência a possibilidade de aprender habilidades para a vida e desenvolvimento social, a fim de propiciar sua participação plena e em igualdade de condições na educação e como membros da comunidade. Para esse fim, os Estados Participantes adotarão as medidas pertinentes, entre elas:

a) Facilitar o aprendizado do Braille, a escrita alternativa, outras formas, meios e formatos de comunicação aumentativos ou alternativos, e habilidades de orientação e de mobilidade, bem como o aprendizado através dos colegas e apoio entre eles.

b) Facilitar o aprendizado da linguagem de sinais e a promoção da identidade lingüística das pessoas surdas;

c) Garantir que a educação das pessoas e, de modo específico, de meninos e meninas cegos, surdos ou surdo-cegos seja propiciada nas linguagens, modos e meios, bem como formas de comunicação mais apropriadas para o indivíduo,e em ambientes que maximizem desenvolvimento acadêmico e social.

Outra cláusula importante está inserida no documento que no momento mais atrai as atenções mundiais:

“A fim de ajudar a garantir a realização deste direito, os Estados Participantes tomarão as medidas necessárias para empregar professores, incluindo professores com deficiências, que sejam qualificados em linguagem de sinais e/ou Braille, bem como treinar profissionais e equipes que trabalhem em todos os níveis da educação. Esse treinamento deverá incorporar conscientização sobre deficiências e o uso de modos, meios e formatos aumentativos e alternativos de comunicação, técnicas educacionais e materiais de apoio para pessoas com deficiências.”

Com certeza, quando houver – de fato – a conscientização por parte de nossas autoridades educacionais de que PESSOAS com deficiências são pessoas como qualquer outra, têm impulsos, anseios, medos, sonhos, ambições como todos nós, quando seu valor humano seja de fato respeitado por toda a sociedade, os professores – principais artífices de uma sociedade mais fraterna e mais justa – se adaptarão a novas regras, aprenderão novas formas de ensinar e aprenderão, principalmente, a ser solidários, coisa que devemos estimular de todas as formas no mundo caótico, sem valores, cheio de divisões raciais e outras entre os povos, o mundo atual.

Tenhamos esperanças de construir um novo Brasil!

Traduzido do inglês e digitado em S.Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações Área Deficiências Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de São Paulo, Fenapaes, Brasília, (Diretoria para Assuntos Internacionais), e entidades parceiras em 20 de julho, 2008." (Rede SACI, 22 de Julho de 2008)

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Inclusão no Brasil

julho 03, 2008

TUDO SOBRE A CONVENÇÃO

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Links Inclusivos

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South Asia EFA Mid-Term Policy Review Conference

julho 01, 2008

"16-19 June 2008
Kathmandu, Nepal

Representatives from South Asian countries, UN agencies and partners involved in education met in Nepal to prepare policy recommendations aimed at ensuring the achievement of the Education for All goals by 2015.

Using results of the national and sub-regional EFA Mid-Decade Assessment (MDA) reports and the 2008 EFA Global Monitoring Report, the EFA Mid-Term Policy Review Conference aimed to translate findings of the MDA into concrete actions, identify policy gaps, and propose policies and strategies towards reaching the un-reached groups in education.

The conference was an opportunity for South Asian countries and EFA partners to verify and validate the South Asia EFA MDA sub-regional synthesis report. The conference was organized by the Assessment, Information Systems, Monitoring and Statistics (AIMS) Unit, the UNESCO Institute for Statistics (UIS) Regional Office, on behalf of the UNESCO Asia and Pacific Regional Bureau for Education in close collaboration with the UNESCO Kathmandu Office.

Download conference documents:

16 June 2008


Thematic Issues Presentations:


Thematic Working Group Presentations:
18 June 2008


Thematic Working Group Reports:


Country Presentations:
19 June 2008

Next Steps and Closing:


Related materials:

News article:

If you have any problems downloading the documents, please contact efa(at)unescobkk.org." ( UNESCOBKK.ORG - aqui)

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'Right to Education 2008 Report by UN Special Rapporteur released '

EFA News

Right to Education 2008 Report by UN Special Rapporteur released
26 June 2008


A recent report released this month by UN Special Rapporteur on the Right to Education, Mr. Vernor Munoz, focuses on education in emergencies. Issues related to education in emergencies are introduced and assessment is made on the consequences that emergencies have on education.



UN Logo©United Nations

The report defines emergencies as situations that arise out of armed conflict or natural disaster. It also provides recommendations to States, donors, intergovernmental organizations and civil society organizations.

An outline of the priorities of "actor" agencies and donors involved in providing education in emergencies is included in the report as well as a summary based on a questionnaire sent to governments and civil society organizations.


For more information and the full report, visit the Inter-Agency Network for Education in Emergencies (INEE) website.

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Nota: este post é um copy&paste da fonte (aqui)

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This is a gifted child, not a disabled child

junho 30, 2008

Imagem: © UNESCO/ Michel Ravassard


"27-06-2008 - “We strive for an education system where all children are included and not separated into different groups,” said UNESCO’s Assistant Director General for Education, Nick Burnett, during a meeting on inclusive education that gathered a group of disabled children from Russia this week.

Kouznetsov, eleven years old, was among the children visiting UNESCO. He wants to be a sound engineer and translator when he grows up. For now Kouznetsov, partly blind and unable to walk, speaks four languages, plays the flute and sings in foreign languages.

He benefits from a grant given by the Russian ‘Filantrop’ fund. Founded in 1990, this fund aims to give disabled children access to regular education systems by, among others, ensuring that all new building projects in Moscow have special access for handicapped individuals.

“The main goal of the fund is to encourage disabled children to study and to take an active part in the life of society,” says Mr Ilya Konkin, Director General of Filantrop Fund.

There is increasing recognition that it is better for children with special needs to attend regular schools, albeit with various forms of special support. Children with disabilities who are given the opportunity and access regular education systems enrich themselves and their classmates.

“Finnish researchers are using results from the OECD’s Programme for International Student Assessment to demonstrate that inclusive classrooms do not reduce the learning outcomes of the highest achievers but rather improve the learning of children with difficulties,” says a member of UNESCO’s team working on Inclusive Education Ms Jill van den Brule. This along with other results will be presented at the next International Conference on Education on ‘Inclusive Education: the way of the future’ that will be held in Geneva from 25 to 28 November 2008.

Promoting inclusive practices is crucial for reaching the Education for All goals. UNESCO’s inclusive education team works on policy (curriculum development, advocacy); changing attitudes in society (demonstrating that children with disabilities can have a positive impact in the classroom by imparting skills on learning to live together and promoting peer teaching); and at classroom level (basing results not only on traditional grading systems).

Contact: a.valentini@unesco.org"

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Fonte: UNESCO

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Online Resources

junho 26, 2008

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